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Chernobyl: rastros do desastre

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Uma catástrofe em abril de 1986 entrou para a história: durante testes no sistema, o reator nuclear No. 4 na Planta Nuclear de Chernobyl próximo à Pripyat sofreu um acidente e a explosão liberou intensa contaminação radioativa na atmosfera que se espalhou por grande parte da URSS e Europa. 

Foram 31 os mortos contabilizados entre funcionários que operavam, bombeiros e pessoas que ajudaram durante a tragédia e nos 3 meses que se seguiram a catástrofe. Entretanto, um número  nunca determinado foi o de mortes por causa da exposição à radiação.

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Mais de 20 anos após o acidente, debates ainda pairam sobre o acontecida. Diz-se que, com receio da repercussão negativa, a URSS por diversos anos proibiu médicos de diagnosticarem radiação como causa de morte. Estimativas relacionadas variam de 56 a milhares. Segundo a World Health Organization (WHO) o número final seria em torno de mais de 4 mil mortes de civis e a estimativa de morte apresentada como “consequência” da radiação passam de um milhão. Uma publicação Russa relata que entre 1986-2004 houve 985.000 mortes prematuras no mundo inteiro por câncer, resultado da contaminação radioativa de Chernobyl.

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A cidade de Pripyat é uma imagem congelada da vida soviética nesse período.  Ainda podem ser encontrados slogans de propaganda pendurados nas paredes e brinquedos de crianças no lugar em que foram abandonados. Os prédios apodrecem junto às tintas que descascam. Tudo o que poderia ter valor fora saqueado e árvores e gramas estão aos poucos retomando o local.

No seu trabalho, o fotógrafo Ryan Patrick que visitou a cidade de Pripyat, registra o que restou dela: uma cidade fantasma, pendente no espaço, que parece apenas esperar o retorno de seus filhos.

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Fotos: Ryan Patrick

100cameras é um projeto que traz a fotografia atrelada a um papel social de extrema incisão na medida que possibilita e capacita crianças marginalizadas ao redor do globo a capturarem suas perspectivas através de imagens e, por conseguinte, compartilhá-las com uma audiência global a fim de impactar e renovar suas respectivas comunidades. 


O programa consiste basicamente em doar câmeras a essas crianças e ensiná-las a registrar suas realidades de maneira que as fotografias resultantes sejam vendidas por todo o mundo e 100% do retorno vá para a criança. 

De maneira simples, 100cameras identifica comunidades lares de crianças à margem da sociedade, estabelece pareceria com organizações centradas na infância e que estejam atuando efetivamente sobre problemas locais, propicia educação artística por meio do ensino de como contar histórias pela fotografia, amplifica a visibilidade dessas crianças ao compartilhar suas perspectivas com o mundo e possibilita que essas perspectivas gerem consciência e recursos para as comunidades.

Para conhecer mais sobre o projeto, acesse: 100cameras.org

Fotos: 100cameras

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Com o objetivo de selecionar dois projetos inéditos, o Instituto Moreira Salles apresenta a Bolsa de Fotografia 2013 ZUM/IMS. Sem restrição de tema, perfil ou suporte, os projetos serão avaliados seguindo critérios de qualidade artística, relevância no cenário nacional, qualificação do candidato e viabilidade prática do projeto. 

Cada bolsa equivale a R$ 65 mil e os selecionados terão um prazo de oito meses para entregar o resultado final dos projetos que integrarão o Acervo de Fotografia do IMS. 

Os projetos selecionados serão divulgados no dia 13 de Agosto, no site. Para mais informações, consulte o edital

 

ATENÇÃO! Em 2013 acontece o Primeiro Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte que pretende por meio de palestras, exposições, workshops, dentre tantas outras atividades, tornar a cidade em um pólo para a discussão e reflexão acerca do que se refere à produção fotográfica no Brasil e no mundo.

A curadoria é do professor e Doutor Eduardo de Jesus e o evento conta com a presença de importantes pensadores e produtores, visando construir um espaço para a crítica e entendimento dos processos de produção, distribuição e consumo de imagens no mundo contemporâneo.

 

As inscrições para expor trabalhos no FIF já estão abertas e terminam no dia 20 de Maio de 2013. A convocatória é gratuita, aberta a artistas de todo o mundo e objetiva formatar com as obras selecionadas a Grande Mostra Internacional do Festival. Para se inscrever, acesse o site e preencha o formulário disponível no link. Mais informações no edital.

Fotografia Light Tag

Se Light Paintingsegundo tradução literal, significa “pintar com luz”,  The LightTag Project não é tão diferente. O trabalho desenvolvido pelo fotógrafo Pedro Dias em parceria com a artista plástica Rica Ramos explora a marcação de corpos apenas com luz. Utilizando-se de projetores, cores e formas foram lançadas sobre os modelos e o resultado são efeitos impressionantes. Confira mais deste projeto:

 

Para ver mais desse trabalho, clique aqui.

Geometria Natural

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Platina, Paládio, Cristal de Bismuto, Rutênio. Se esses nomes te parecem complexos, o trabalho fotográfico de R. Tanaka mostra que a beleza desses materiais é mais complexa ainda. As imagens, que apresentam formas aparentemente lapidadas à mão, revelam que de perto a natureza é bem mais angular ao que nos parece. Retilíneos, cristalinos, geométricos: propriedades à parte, ao nível microscópico esses materiais são tão impressionantes que quase podem ser confundidos com impressões 3D. Definitivamente, uma apreciável perfeição.

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Cristal de Platina

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Rutênio

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Paládio

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Meteorito “Muonionalusta”

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Rutênio

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Cristal de Bismuto

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Cristal de Bismuto

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Cristal de Bismuto

 

Mais dessas fotografias, você vê aqui.

Desconstruindo SP


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Galeria Poeira recebe até o dia 22 de Abril a mostra Desconstruindo São Paulo, projeto fotográfico do arquiteto e designer Henrique Stabile que retrata a cidade de uma maneira abstrata e irreverente, sob uma ótica extremamente contemporânea. As imagens, que foram produzidas com a ajuda de aplicativos para celular, trazem uma releitura de cenários usuais da cidade acrescidos de itens inusitados como astronautas ou chuva de vacas. 


Vale a pena conferir!

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Mais disso em #DESCONSTRUINDOSP !

Quando o design e a moda se fundem por meio da fotografia

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Se, não raro, moda e design flertam entre si, a participação do ícone criativo Karl Lagerfeldno original projeto fotográfico para uma renomada marca de móveis italianos denota essa fusão traduzindo-a em fotografia. O estilista que rege as frentes da Chanel e Fendi, pela primeira vez, criou uma série de fotografias para a celebração de 85 anos da Cassina e optou por usar não menos que um seleto grupo histórico de peças contemporâneas cujas autorias incluem Le Corbuisier, Charlotte Perriand, Gerrit Rietveld, Charles Mackintosh, Gio Ponti, Vico Magistretti, Jean-Marie Massaud e Piero Lissoni. 

O resultado são imagens com cara de editorial de moda, numa interpretação livre do designer que dispões os móveis quase que em uma conversa, focalizando detalhes e formando belas composições gráficas. A parceria entre Karl e Cassina segue adiante, quando ele assinará o projeto cenográfico do stand da marca na mais importante feira do ramo: o Salão Internacional do Móvel de Milão.

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Fotos: Karl Lagerfeld para Cassina

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E se Picasso trabalhasse, ainda, com fotografia de moda? É uma ideia próxima a essa que o fotógrafo espanhol Eugenio Recuenco traz em sua série que homenageia o pintor. As imagens retratam modelos trajadas conforme inspirações extraídas de obras cubistas de Picasso e o resultado é uma espécie de editorial totalmente inesperado e, ao mesmo tempo, belo - como a arte de Picasso. 





Para conhecer mais do trabalho fotográfico de Eugenio Recuenco, clique aqui!




Mulheres & Fotografia

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Ao contrário do que muito se acredita, 08 de março não é uma data comemorativa. O objetivo deste dia sempre foi referir o papel da mulher na sociedade atual. Em diversos países são realizadas conferências e reuniões para debater e propor esforços na minimização do preconceito e da desvalorização da mulher.

No que diz respeito à fotografia, as mulheres começaram a romper barreiras e delimitar seu espaço a partir do começo do século passado. Das que abriram caminhos para uma nova representação na fotografia, destacam-se Cindy Sherman, Nan Goldín, Jo Spence e Annie Leibovitz, com visões que viriam a ser compartilhadas  por fotógrafos como Helmut Newton e Nobuyoshi Araki.

Cindy Serman, fotógrafa e diretora de cinema nascida nos EUA em 1954, reconhecida por seus autorretratos conceituais, colocou em pauta, através de inúmeros trabalhos, questões referentes ao papel e representação das mulheres na sociedade, mídia e na natureza da criação de arte.

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Nan Goldín, também americana e nascida em 1953, iniciou-se na fotografia aos quinze anos de idade. Baseada em suas jornadas fotográficas por meio das comunidades gays e transexuais da cidade, ela construiu sua primeira mostra solo em 1973. Graduou-se pela School of the Museum e Fine Arts e pela Boston Tufts University em 1977.

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A fotógrafa londrina, Jo Spence, que viveu de 1934 até 1992, teve seu trabalho marcado por seus autorretratos nos quais o intuito era retratar sua própria luta contra o câncer de mama. A fotografia foi o instrumento do qual ela se utilizou para responder à doença, canalizando suas pesquisas e sentimentos. Fundou a Flasher Hackney, em 1974, um coletivo de mulheres feministas e socialista que produziam exposições.

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Annie Leibovitz, por sua vez, é hoje a mulher mais representativa no que se refere à fotografia. Primeira mulher a expor na Galeria Nacional de Retratos de Washington, foi quem tirou a última e emblemática fotografia de John Lenon e hoje é a fotógrafa mais bem paga do mundo. Reconhecida por seus retratos de famosos, iniciou sua trajetória com fotografia documental e de paisagens. Publicou nas revistas Vanity Fair, Vogue e Rolling Stones.

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Uma sugestão para esse dia 08 de março é o livro Mulheres na Guerra ( Femmes dans la Guerre), de Claude Quétel.

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Trata-se de uma coletânia de relatos e fotografias sob o cenário da Segunda Guerra Mundial, enfatizando, é claro, o papel da mulher – militante, enfermeira, guerrilheira, piloto, artista, ou dona de casa – na Segunda Grande Guerra.image

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O autor lança um novo olhar sobre a participação feminina no conflito, alegando que esta fora relegada a um segundo plano pela historiografia moderna. Seu objetivo é, portanto, demonstrar que as mulheres atuaram em todas as dimensões da guerra e recuperar a biografia de importantes personalidades desse período cujas trajetórias foram esquecidas ou nunca documentadas: “As mulheres veem a sua história dissolvida na história dos homens.

Dicas do image:

História do Dia Internacional da Mulher

Revista Fotomania

IstoÉ

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